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much. Chats: uma entrevista com Cláudia Cabral

26 de abril de 2024

Queremos levá-lo aos bastidores e apresentar-lhe todos os rostos simpáticos e mentes brilhantes da much. Consulting, e estamos de volta com mais uma entrevista a uma das nossas consultoras! Convidámos vários membros da nossa equipa para uma série de entrevistas, onde exploramos o que pensam sobre trabalhar em consultoria, trabalhar na much. e muito mais!

Como não há melhor forma de o fazer do que através das suas próprias palavras, convidámos a Cláudia Cabral para uma conversa connosco.

A Cláudia é Senior ERP Consultant na nossa equipa de e-commerce e está na much. desde agosto de 2023. Afirmou-se não só como especialista em consultoria, mas também como a pessoa certa para uma boa conversa e um conselho sólido. Sentámo-nos para falar sobre a sua carreira, desde uma década em consultoria até à gestão de pessoas, e muito mais. Eis o que a Cláudia nos contou:

Em criança, o que queria ser quando fosse grande?

«Acho que nunca tive nada muito definido, mas sempre foi a ciência. Nunca me vi com estômago para ser médica ou enfermeira… por isso ia ser sempre algo ligado à biologia, à química ou à física. Em criança, não pensava muito em informática, estava mesmo fora do meu horizonte. Por isso, sim: ou ciências ou artes! Passava os fins de semana em competições de dança, desenhava cenários para grupos de teatro da escola… nesse sentido, liderar equipas sempre foi a minha praia. Era líder de equipa nas artes e gestora de projetos nas ciências (risos). Mas, em termos de carreira, fui mais incentivada para o lado das ciências.»


Como e porque escolheu a consultoria, ou a consultoria de TI?

«A minha primeira licenciatura foi na área da biologia das células e da biotecnologia. Quando a terminei, comecei a trabalhar com uma bolsa na universidade. Fi-lo durante um ano e percebi que a realidade de ser cientista não era para mim. Muitos dos meus amigos e colegas saíram de Portugal para seguir esse caminho, mas eu nunca quis isso para mim. Então pensei: há outras coisas de que gosto e em que sou boa. Sempre foi gerir pessoas. Também gostava de negócios, de como as empresas funcionavam e eram geridas.


Por isso, durante o mestrado, estudei Gestão e interessava-me muito por áreas como a logística, a gestão da cadeia de abastecimento, a gestão de equipas e coisas do género. E a consultoria encaixa nisso. A consultoria ERP juntava as TI, de que eu já gostava, com a vertente de gestão. Podia analisar um negócio e conceber soluções para facilitar a vida das pessoas com os sistemas que utilizam no dia a dia. Para mim, é mais gratificante do que trabalhar numa área de gestão com menos contacto com o cliente, que é o meu principal ponto forte. Por isso, sim, foi assim que cheguei à consultoria: é o que tenho feito nos últimos 10 anos, desde que terminei o mestrado.»


A Cláudia faz parte da equipa da much. em Portugal. Sentámo-nos no nosso escritório de Lisboa, perto do Marquês de Pombal, para conversar sobre a sua vida e o seu trabalho.


Se pudesse voltar atrás e falar com a jovem Cláudia que acabava de começar a carreira, o que lhe diria?

«Acho que já não tenho assim tanto medo de falhar, mas já tive. Estava sempre muito preocupada em entregar coisas que não estivessem à altura. Aprendi que é melhor comunicar e definir expectativas, algo que no início não sabia. Hoje prefiro dizer que ainda há trabalho por fazer, que há melhorias a introduzir, mas mostrar na mesma uma visão geral. Isso mostra que temos consciência do que estamos a apresentar, que ninguém é perfeito, e ao mesmo tempo abre a porta a que as críticas sejam esperadas e construtivas.


E não tenha medo das críticas: a forma como as pessoas nos dão feedback diz muito mais sobre quem elas são do que sobre quem nós somos, por isso nunca se deixe afetar demasiado. É preciso ouvir a mensagem, claro; se recebemos feedback, é por algum motivo. Mas as pessoas devem comunicar de forma a tirar o melhor de nós e, claro, nunca de forma agressiva: estamos no local de trabalho! Mesmo quando o feedback é duro ou negativo, há sempre formas de o comunicar. Ouça o feedback, mas não o leve demasiado a peito, relativize: as chefias também são pessoas (risos).


E aproveite os projetos quando estão nas fases boas! Por vezes, quando olhamos para trás, lembramo-nos do inferno da implementação, dos Go-lives que correm mal, dos clientes a queixar-se, de quando tentamos resolver o impossível… Há partes do trabalho que vão ser sempre stressantes, por isso aproveite as que não são!»


Há partes do trabalho que vão ser sempre stressantes, por isso aproveite as que não são!


Que conselho daria a alguém que começou a gerir uma equipa ou a liderar pessoas em consultoria?

«Tento nunca esquecer de onde vim e o que é ser júnior. É preciso ter empatia suficiente para perceber que os juniores têm algum medo de falhar, mas querem fazer o melhor possível. E é preciso incentivá-los a nunca perderem essa vontade de evoluir e de fazer bem. Tento sempre dar feedback de imediato, dar feedback em privado quando as coisas correm mal, reconhecê-los e elogiá-los em público, motivá-los a trabalhar com outros juniores e a criar esse espírito de equipa, não só com as pessoas do seu projeto, mas também de outras áreas. Incentivo-os a não procurarem apenas o meu conhecimento, mas a perguntarem a outras pessoas: que sejam eles a pedir conhecimento, porque isso leva outras pessoas mais seniores a perceber que isso faz parte do seu trabalho, que têm interesse e responsabilidade nesse conhecimento. É isso que constrói uma equipa.


Tento apoiá-los sempre e criar um ambiente aberto, para que saibam que podem vir ter comigo a qualquer momento, não só nas reuniões agendadas e nas reuniões individuais. Digo aos meus juniores que apoiá-los é o meu trabalho: não há nada que não possam trazer-me. Não estou aqui para ditar o que têm de fazer, estou aqui para ajudar e distribuir tarefas: somos uma equipa. Não estou acima de ninguém, sou apenas mais uma peça necessária para que a equipa funcione como um todo. Nunca deixar ninguém sem resposta, isso também é importante. Uma semana depois não é suficiente para uma chefia: no mínimo, deve dar-se sinal à pessoa e responder o mais depressa possível.»


O que mais a surpreendeu quando entrou na much.?

«A qualidade dos juniores: está a ser feito um trabalho muito bom no recrutamento. Os jovens que estão a ser contratados têm muita qualidade. Acho que temos de os acompanhar, porque há muito potencial. O que mais me surpreendeu foi a equipa. Noutras empresas, há sempre pessoas que estão lá só por estar. Não acho que aqui isso aconteça: todos têm um propósito que cumprem.»


Qual dos nossos valores mais se identifica consigo?

«Diria que o que mais valorizo é a abertura e a inclusão. São a base de tudo o resto, porque não haverá entusiasmo nem responsabilidade pelas tarefas se não houver abertura ou inclusão. O «sem rodeios» deve ser um dado adquirido, claro, mas os resultados e a responsabilidade surgem se os dois primeiros existirem. Diria até que a abertura é o principal. A inclusão é algo que devemos cultivar desde o momento em que contratamos alguém, para termos perspetivas diferentes, formas diferentes de olhar para os problemas, diversidade… Mas se alguém tiver medo ou dúvidas sobre se deve falar, se a cultura for outra coisa que não “queremos ouvir a sua voz”, tudo o resto falha.»


Como vê o setor da consultoria ERP e de TI daqui a 5-10 anos e quais são algumas competências essenciais para ter sucesso?

«Diria que há muitos processos no ERP e na consultoria que vão ser substituídos pela IA. Há muitas ferramentas de IA à nossa disposição para melhorar a nossa rapidez e as nossas entregas. Mas acredito que há uma boa parte que nunca poderá ser substituída. Há toda a vertente da comunicação com o cliente, da resolução de problemas… A IA pode ajudar, mas tudo isso tem de ser complementado com informação vinda das pessoas.


O desafio é que as especificidades de cada negócio são muito diferentes: nunca implementei o mesmo ERP duas vezes. Há sempre coisas muito específicas de cada cliente, e é aí que vão precisar sempre da nossa ajuda. A comunicação entre pessoas, para perceber o que o outro quer, vai ser a nossa competência central no futuro. A IA pode ajudar muito, mas também são precisas pessoas especializadas em utilizar essa IA, e pessoas que consigam obter do cliente exatamente aquilo de que precisam, e não é a IA que vai descobrir isso.»



A comunicação entre pessoas, para perceber o que o outro quer, vai ser a nossa competência central no futuro.


Uma última pergunta: qual foi o maior sucesso que alcançou?

«O meu maior sucesso é ser uma pessoa feliz, sem dúvida. Sou alguém que está feliz com a sua vida, o que acho que não é pouco na sociedade atual. Não é algo permanente, é preciso continuar a trabalhar nisso… mas estou entusiasmada com o meu futuro.


Em termos profissionais, diria que foi chegar a um nível em que posso fazer pelos outros o que fizeram por mim. Dar apoio, ensinar: é o melhor de ser chefia. Diria que atingir o objetivo de ser chefia é um sucesso e, espero, no futuro haverá mais; não acho que tenha terminado, quero chegar mais alto. Mas penso sempre como é curioso poder ajudar os outros como fui ajudada no passado, e isso é bastante giro.»


Acha que a much. é o lugar certo para si? Candidate-se já e partilhe a sua história!


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