Skip to Content

7 erros a evitar numa migração de dados Odoo e 3 formas de acertar

14 de agosto de 2025

Quando se migra de sistema, o ideal é que todos os dados sejam transferidos sem complicações. 

No entanto, a migração de dados é um processo delicado. 

Se for mal feita, pode causar problemas como dados que deixam de estar em conformidade, erros no sistema ou até o fracasso de toda a implementação devido a dados corrompidos. 

Preparámos uma lista de verificação para a migração de dados para o Odoo, para saber o que não fazer, a que prestar atenção e como realizar com sucesso uma migração de dados para o Odoo.

0. Erros proibidos logo no início da migração de dados para o Odoo

Antes de analisar tudo aquilo a que deve estar atento numa migração de dados para o Odoo, há algumas regras básicas a seguir. 

É fundamental tê-las presentes, pois qualquer erro é muito difícil de corrigir ou até irreversível.

  • Migrar através de uma importação SQL em vez da API: este método contorna as validações e os controlos de segurança do Odoo, fazendo com que o sistema perca todas as certificações, como as certificações fiscais, os registos de auditoria ou as garantias de integridade do sistema. Em configurações complexas, pode também deixar o sistema em incumprimento da regulamentação legal ou do setor, o que pode tornar ilegal a sua utilização
  • Migrar sem ter acesso a todo o conjunto de dados nem o ter analisado previamente: corre o risco de ter erros desde o início e à medida que adiciona mais dados ao sistema
  • Migrar em lotes descontrolados e sem visibilidade dos dados: se não conhecer todos os dados a migrar antes de planear os lotes, não há forma de saber se é viável importá-los todos
  • Migrar os dados por uma ordem aleatória: vai deparar-se com um grande número de erros de restrições, uma vez que o conjunto de dados ficará desestruturado e afetará todo o sistema
  • Migrar todos os dados com base em ficheiros de importação e exportação (.xlsx): basta um único erro no ficheiro .xlsx para comprometer toda a migração.

1. Não incluir na lista de migração todos os dados que pretende manter

Ao preparar uma lista de migração, não é raro os utilizadores esquecerem-se de adicionar partes dos dados que pretendem migrar. 

Conjuntos de dados mais pequenos e menos críticos que ainda possam ser necessários, e.g. pedidos de ausência dos colaboradores, podem passar despercebidos quando o foco está nos dados críticos para as operações. 

No entanto, a falta de registos de dados e o esquecimento de dados a migrar podem ter impacto na implementação como um todo. Podem afetar especialmente o calendário do projeto e provocar atrasos.

Para o evitar, deve:

  • ​Analisar a fundo as áreas não críticas do sistema: percorrer todo o sistema, ver todos os registos e identificar outros modelos que precisem de ser migrados, e não apenas os que são logo assinalados como críticos para as operações
  • Responsabilizar as várias equipas: garantir que cada equipa envolvida no projeto verifica e assina a lista de migração, assegurando que todos os dados que cada departamento precisa de migrar estão contemplados.  

2. Ignorar as subsecções de dados

Uma estrutura de dados relacional é fundamental para o sucesso da migração de dados.

Por exemplo, uma empresa precisa de migrar todos os seus produtos para o novo sistema. Ao preparar os dados, adiciona os modelos de produto, mas esquece-se de todos os modelos adicionais.

Isto significa que faltarão a todos os produtos dados cruciais, como atributos, categorias, unidades de medida, plano de contas e muito mais. 

Se faltar algum dos modelos relacionados necessários no novo sistema, importar o registo principal do produto não serve de nada. 

Para o evitar, deve:

  • ​Acompanhar todos os modelos de dados relacionais: recolher não só os registos de dados principais a migrar, mas também os seus atributos, etiquetas, categorias e ligações a outros processos
  • Filtrar os dados relacionais e definir o que tem de ser migrado: é a oportunidade ideal para separar os dados que serão mesmo necessários dos que podem ser eliminados antes da migração
  • ​Verificar duas vezes todos os registos de dados e subsecções: garantir que vários membros da equipa verificam todos os modelos de dados relacionais.

3. Não conhecer todas as fontes de dados 

A existência de várias fontes de dados é muitas vezes um problema ao migrar de diferentes programas para um único sistema integrado como o Odoo.

Pode ser complicado fazer corresponder identificadores de dados comuns ao ligar dados de várias fontes, como um CRM separado, um software de contabilidade ou sistemas WMS.

É preciso saber exatamente de onde vêm todos os dados e decidir de forma consciente o que migrar e o que deixar para trás. 

Esquecer-se de migrar dados importantes por não saber que existiam, ou em que sistema antigo estavam guardados, pode criar lacunas graves no novo sistema.

É fundamental consolidar todos os dados antes da migração. Para evitar complexidade e garantir que o sistema se mantém em conformidade, deve:

  • ​Limitar o âmbito dos dados a migrar: ter em conta que nem todos os dados antigos serão transferidos para o novo sistema e definir claramente que dados precisam exatamente de ser ligados
  • Gerir as expectativas internas: comunicar claramente à equipa que dados serão migrados e quais não serão
  • ​Não utilizar campos de texto livre: se os dados forem adicionados em notas de registo ou comentários, e não em campos padrão que possam ser corretamente exportados e migrados, perdem-se
  • ​Utilizar identificadores comprovados (referências únicas que existem em ambos os sistemas) com uma correspondência de, pelo menos, 99% ao migrar os dados existentes.

Registos de dados

Dados com os quais fazer a correspondência

Contas de credores e devedores

Clientes e fornecedores

Contas contabilísticas

Categorias de produto

Códigos de produto

Novos modelos de produto

Números de documento

Novos modelos de encomenda de venda, encomenda de compra e fatura

Normas ISO

Idioma, moeda e país para normalizar os dados

4. Utilizar campos de dados com nomes pouco claros ou inconsistentes

Na maioria dos casos, a terminologia utilizada nos registos de dados não é consistente em todo o sistema. 

Isto pode levar facilmente a um mapeamento incorreto de campos e modelos.

Por exemplo, o campo «código de barras» de um produto pode referir-se a um número interno no software antigo e a um GTIN no novo sistema. 

Este tipo de problemas é muito difícil de detetar quando o trabalho de migração já está em curso.

Para o evitar, deve:

  • ​Definir um responsável para cada sistema de origem que ajude a explicar e definir a terminologia
  • Obter uma descrição de cada campo de dados a migrar e criar glossários ou listas para evitar interpretações erradas
  • ​Obter conjuntos de dados de exemplo do novo sistema o mais cedo possível, para perceber como fazer corresponder os nomes dos campos de dados existentes aos campos padrão do Odoo.

5. Não preparar e partilhar os dados com antecedência suficiente

Receber a estrutura dos dados de entrada, o conjunto de dados de exemplo ou o conjunto de dados completo mais tarde do que o previsto pode tornar-se um problema sério para o calendário da migração.

Sem acesso antecipado aos dados, não é possível planear nem testar com precisão o processo de migração. Isto significa que qualquer problema detetado vai atrasar a data da migração completa

Para o evitar, deve:

  • ​Definir prazos claros para preparar e validar os dados, deixando tempo de sobra antes da migração
  • Lembrar todos os responsáveis, cedo e com frequência, antes dos prazos, de que devem preparar e validar os dados com a devida antecedência em relação à migração
  • ​Comunicar rapidamente quaisquer atrasos a todos, uma vez que o prazo da migração completa terá de ser alterado se um prazo anterior relacionado não for cumprido.

6. Não dividir a migração em fases 

Quanto maior o conjunto de dados, mais tempo demoram as exportações e importações.

Como as migrações acontecem normalmente mesmo antes do Go-live, tempos de execução longos aumentam o risco de indisponibilidade ou perda de dados. 

Para o resolver, deve:

  • ​Começar cedo: migrar os dados mais antigos e imutáveis bem antes da data do Go-live, já que os dados base podem muitas vezes ser migrados até quatro semanas antes
  • Pré-migrar as transações: os dados de movimentos ou transações com mais de um ano podem muitas vezes ser migrados uma a duas semanas antes do Go-live
  • ​Dar prioridade aos dados críticos: migrar os dados operacionais importantes (e.g. transferências ou encomendas em aberto) pouco antes do Go-live
  • ​Terminar tarde: os dados menos críticos (e.g. pedidos de ausência) podem ser migrados após o Go-live, o que significa que os dados já migrados antecipadamente também podem ser atualizados mais tarde.

7. Não testar o suficiente antes do Go-live

As migrações de dados são complexas e a atenção ao pormenor é fundamental para evitar erros.

Por isso, os testes são essenciais e devem ser feitos por várias partes interessadas do projeto, como programadores, consultores, analistas e utilizadores finais.

Se o parceiro de implementação e os utilizadores-chave não fizerem execuções de teste, os erros só vão surgir após o Go-live, quando a sua correção causa muito mais perturbações.

Para o evitar, deve:

  • ​Pedir a um programador que teste e execute um bot de «clicar em tudo»
  • Envolver o parceiro e os respetivos consultores ou analistas de implementação nos testes
  • ​Designar cedo os responsáveis pelos testes, gerir as expectativas e prever tempo suficiente
  • ​Fornecer aos responsáveis pelos testes uma lista de testes com o que foi migrado em cada área, bem como uma breve introdução sobre como realizar os testes
  • Pedir aos responsáveis pelos testes que validem formalmente os seus testes, para garantir que verificaram todas as áreas e não encontraram erros.

Como fazer corretamente a migração de dados para o Odoo 

Já abordámos os principais erros a evitar ao migrar os dados para um novo sistema Odoo. 

Então, que passos deve seguir para ter sucesso? 

Para migrar conjuntos de dados, é aconselhável utilizar um processo de migração estruturado e repetível. Funciona assim:

1. Identificar os dados relevantes

Este passo consiste em analisar os dados dos sistemas antigos e criar um mapeamento de dados que abranja:

  • Que dados são necessários
  • Que dados é possível migrar
  • Que dados têm valor para o novo sistema.

2. Extrair e limpar os dados 

Este passo do processo é da responsabilidade do cliente e inclui:

  • Realizar uma extração de dados baseada em scripts a partir dos sistemas antigos
  • Limpar os dados.

3. Transformar e importar os dados

Este passo do processo é da responsabilidade do seu parceiro Odoo, que deve:

  • Transformar e validar os dados
  • Executar uma importação baseada em scripts através da API RPC do Odoo.

4. Executar testes de migração

A migração de dados é testada por programadores, consultores de implementação e utilizadores-chave.

Tanto os scripts de extração como os de importação são melhorados de forma iterativa após os testes.

5. Migração de dados final 

O processo de migração é iniciado durante o Go-live para garantir uma transição consistente. 

Os sistemas antigos passam a «só de leitura» para evitar erros.

3 formas de importar dados em segurança de qualquer sistema para o seu Odoo

Seguindo estas orientações e com os dados preparados em segurança, o Odoo facilita-lhe a vida com os seus diferentes métodos de migração de dados.

Estes métodos abrangem diferentes casos de utilização, com diferentes volumes de dados a migrar.

Método 1: Greenfield, para começar do zero 


Esta opção é a melhor quando:

  • Implementa o Odoo pela primeira vez
  • Pretende redesenhar os processos de raiz
  • Pretende evitar herdar problemas antigos, como a má qualidade dos dados.

Parte de uma base limpa e só são importados os dados mestre essenciais, como:

  • Produtos (com atributos, variantes, preços, listas de materiais)
  • Parceiros de negócio (fornecedores, clientes, colaboradores)
  • Material com quantidades e localizações
  • Configuração da contabilidade.

Método 2: Greenfield + Cutover, para arrancar com operações em curso


Este método de migração é ideal quando está a mudar para o Odoo e ainda tem vendas, compras ou ordens de produção em curso.

Garante que é transferida a mínima bagagem antiga para o novo sistema, ao mesmo tempo que continua a processar encomendas sem ter de recriar um conjunto de dados completo.

Para manter as operações sem interrupções, pode migrar todos os dados base e os dados transacionais em aberto, como:

  • Encomendas de venda e de compra (normalmente as que estão em aberto)
  • Produtos (com atributos, variantes, preços, listas de materiais)
  • Parceiros de negócio (fornecedores, clientes, colaboradores)
  • Material com quantidades e localizações
  • Configuração da contabilidade.

Método 3: Brownfield, migração completa do sistema com todo o histórico de dados


Esta opção é a melhor quando os dados históricos são críticos e têm de ser totalmente preservados no Odoo, seja por motivos de conformidade, de relatórios ou de continuidade operacional.

No entanto, é também a opção mais cara e mais demorada.

Mantém todo o conjunto de dados, importando tanto os dados mestre como o histórico transacional completo, incluindo:

  • Produtos (com atributos, variantes, preços, listas de materiais)
  • Parceiros de negócio (fornecedores, clientes, colaboradores)
  • Material com quantidades e localizações
  • Encomendas de venda e de compra completas
  • Faturas e entregas
  • Lançamentos contabilísticos e diários
  • Oportunidades e outros registos transacionais.

Criar as bases certas para a migração de dados para o Odoo

Uma migração de dados não consiste em transferir em bloco todos os dados antigos. É antes uma oportunidade para os otimizar e começar do zero no novo sistema Odoo.

Tratar cedo os riscos de uma migração garante que esta decorre sem problemas e que a integridade dos dados fica protegida. 

Assim, garante que o seu projeto Odoo está no bom caminho para um Go-live bem-sucedido.

Perguntas Mais Frequentes (FAQ) sobre a migração de dados para o Odoo

Quais são os principais métodos de migração de dados para o Odoo? 

Pode escolher entre três estratégias: Greenfield, para começar do zero apenas com os dados mestre; Greenfield + Cutover, para migrar os dados mestre e as encomendas de venda e de compra em aberto; ou Brownfield, para uma migração completa de todos os dados históricos. 

Como migrar dados para o Odoo em segurança? 

Para proteger a integridade do sistema, utilize a API do Odoo para importar dados, em vez de SQL direto. A migração baseada na API garante que cada registo passa pelas validações internas e pelos controlos de segurança do Odoo, o que preserva as certificações fiscais e os registos de auditoria. As importações SQL diretas contornam estas salvaguardas e podem provocar erros irreversíveis no sistema.

Como estruturar uma migração de dados para o Odoo bem-sucedida?

Siga um calendário de migração por fases: migre os dados fixos, como produtos e contactos, até quatro semanas antes do Go-live e transfira as transações ativas (encomendas em aberto) pouco antes do cutover. Inclua uma fase de testes em que os consultores e os utilizadores finais possam validar o mapeamento antes da transição final.

Obtenha apoio especializado para uma migração de dados para o Odoo bem-sucedida


Contacte os nossos especialistas em Odoo, que o podem ajudar a evitar os erros de migração mais comuns. Proteja o seu Go-live com um plano sólido para executar e testar a migração da forma certa.

in Odoo

Temas sobre o Odoo que também lhe podem interessar:

Integrações do Odoo Managed Services para Odoo  Implementação do Odoo

Your Dynamic Snippet will be displayed here... This message is displayed because you did not provided both a filter and a template to use.

Leia mais sobre o Odoo: 

Meet much.! Saiba mais sobre a nossa equipa

Sobre nós
Fale com os nossos especialistas
Your Dynamic Snippet will be displayed here... This message is displayed because you did not provided both a filter and a template to use.

Temas que também lhe podem interessar: